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Profissionais recorrem a coaches para mudar de carreira - 2015-03-11

Profissionais recorrem a coaches para mudar de carreira

 

FELIPE GUTIEREZ
DE SÃO PAULO

Celiane Zonta, 34, prepara-se para, dentro de um ano, largar definitivamente a área na qual trabalhou durante os últimos oito anos, a de tecnologia da informação, e se tornar visagista (especialista em maquiagem e penteado).

Há dois anos, ela se deu conta de que estava infeliz no seu emprego, mas não sabia o que queria fazer. Buscou, então, ajuda profissional: uma coach de carreira que a auxiliasse a decidir qual seria a sua segunda profissão.

Os coaches de carreira são contratados por profissionais que vão ser promovidos a posições de liderança, por quem quer melhorar seu desempenho no emprego e também por quem, como Zonta, está em busca de uma nova carreira, mas não sabe qual.

Durante as sessões, eles tentam entender por que os clientes estão insatisfeitos e, ao final, sugerem uma mudança, seja de emprego, seja de área de atuação.

Para isso, lançam mão de algumas táticas. A coach que atuou com Zonta, Paula Dias, conta que a primeira coisa que faz são perguntas como se o cliente está feliz, qual estilo de música gosta, como se enxerga em 5, 10 e 15 anos e o que espera da profissão.

Depois disso, Zonta foi incumbida de levar um questionário a três amigas, ao marido, ao pai e ao irmão e entregam as respostas à coach.

"Uma das perguntas que minhas amigas responderam era sobre as situações em que eu as havia ajudado. As três responderam a mesma coisa: que eu dava dicas sobre cabelo, roupas, maquiagem".

Zonta então decidiu começar a fazer cursos de beleza. Mas ela ainda trabalha no setor de TI, porque ganha mais dinheiro com isso, enquanto planeja seu próprio salão.

O marido de Zonta, Thyago Ney Augusto, 37, passou pelo mesmo processo: em 2013, decidiu que não queria mais ser gerente de vendas.


Após o aconselhamento, decidiu estudar psicologia e, em 2017, quando acabar seu curso, espera ser terapeuta.

PRÓS E CONTRAS

O coach Renato Pradillas pede para o cliente pensar no que ganha e no que perde em caso de mudança de carreira e na hipótese de permanência no emprego.

Enquanto o cliente fala, ele anota. Ao fim, mostra um diagrama, que torna os prós e contras de uma mudança de forma mais clara.

"Mais de metade dos clientes se convence que não quer mudar de carreira, mas mudar de departamento ou de empresa", diz Pradillas.

Uma das que desistiram de trocar de carreira foi Andrea Lolli, 40. A advogada diz que o contato com o coach a fez perceber que a empresa na qual estava não dava oportunidade para crescer.

"O coach conseguiu identificar com rapidez o problema pelo qual estava passando", diz. Em novembro do ano passado, decidiu abrir escritório próprio.

MUDANÇA RADICAL

Os que realmente decidem trocar de profissão fazem um plano, que inclui verificar se a nova área escolhida é pertinente e o que é preciso para atuar nesse novo setor.

A consultora de negócios Tânia Nogueira, 30, pensava em ter uma pousada -ideia rechaçada pela coach. "Com base no que eu havia dito, ela sugeriu que eu não tinha perfil para gerenciar problemas do cotidiano, como vencimento de contas", relata.

No fim, Nogueira saiu da empresa e passou a ser consultora independente. Muitas vezes, as sugestões de novas profissões são dadas pelos próprios coaches.

Mas os "coachees" (clientes) também podem discordar. Augusto, que trocou as vendas pela terapia, ouviu a sugestão de ser advogado e professor, e rejeitou ambas.

A última etapa é pensar em uma estratégia para a transição de profissão.

Augusto calculou que, para receber como terapeuta o mesmo que ganha hoje, deve ter 20 clientes por semana. "Mas para ter 20 pacientes leva um certo tempo. Estou guardando dinheiro", relata.

O dinheiro desembolsado pelo serviço dos coaches nem sempre retorna em forma de rendimentos mais altos na nova carreira.

"Eu não passei a ganhar mais, mas para mim era mais uma questão de descobrir o que me traria satisfação", diz a consultora Nogueira. Ela desembolsou R$ 1.600 por quatro sessões com a coach.

Segundo Pradillas, no mercado, o valor das sessões varia entre R$ 400 e R$ 600.

Se o coach atua como consultor e auxilia o cliente a achar emprego (com contatos e indicações), também cobra uma porcentagem do primeiro salário -segundo Dias, é de 70%.

TEXTO EXTRAÍDO DO CADERNO CARREIRAS E NEGÓCIOS

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO 08 DE MARÇO DE 2015


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